3º livro lido em 2015
Terminei de ler em 09/04/2015
Certamente este seria um livro que nunca me interessaria de ler por conta própria. Só o fiz porque na faculdade iremos fazer um trabalho sobre ele. Mas lendo os primeiros capítulos, me empolguei, pois o livro é meio que uma "biografia" do REAL movimento punk. Que destoa de tudo que eu achava que sabia sobre Punk, estilo Punk Rock.
O livro é todo sobre relatos de pessoas da época em que a cena começava a nascer, então ele é meio que um "roteiro de um vídeo documentário", que da bastante credibilidade as narrativas que vão sendo contadas. E meu Deus quantas marcações tive que fazer, porque tem muitas historias cabeludas ali.
É tanta coisa idiota, que hoje astros consagrados do Rock & Roll, faziam por conta dos efeitos de drogas, que chega a ser hilário, me pegava varias vezes dando gargalhadas em ônibus e metro lendo certos relatos. Em muitos outros relatos, bem muitoooos, me dava ojeriza, repulsa, por conta da degradação humana, que era propositada pelos participantes do movimento.
O que eu não fazia ideia, era de que nesse movimento Punk originário, símbolos nazistas e homo sexualismo, eram coisas completamente comuns. Me causou estranheza porque a visão que tinha dos Punks brasileiros, (que se espelhavam nos Punks originários em atitudes e estilo de vida) não tinha nada a ver com a ideia de ser Punk nos EUA e na Inglaterra, por aqui a coisa era bem diferente, mas as bandas e os ídolos Punks eram os mesmos. Gozado isso. E além disso, o livro da bem a noção de como eram as coisas pelos bakcstages, camarins, estúdios - bem na convivência com empresários, produtores, músicos, roadies, fãs e artistas - exalta como esses ícones dessa geração, eram todos malucos de verdade, com propósitos totalmente pífios... ou melhor, sem proposito nenhum, mas que influenciaram muita gente.
A ideia de transgressão aparece fortemente, embalada essencialmente por drogas, e a musica não passava apenas de um mero detalhe, uma desculpa para se drogarem e fazerem shows, isso para a maioria das bandas de Punk. Fico com a impressão de que a musica, era a coisa menos importante na vida de todos esses caras, ou seja, aquilo que era o maior talento de muitos deles, perdia fácil pro vicio.
É tanta droga que o livro relata, que nossa, achava que eu iria ficar chapado só de ler sobre aquilo tudo. Bom o final nem é preciso dizer né, alguns mortos, outros completamente afetados e fudidos, com um ressaca que deve ta durando até hoje.
É um bom livro, um excelente exemplo de como as drogas podem fuder com uma geração, em que nem a musica conseguiu salvar, ela só irá ficar ali de registro.
Artur César
Post Scriptum
09/04/2015


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